Senador afirmou que vai suspender decreto caso seja eleito governador de Minas
Mesmo sem uma confirmação oficial sobre sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) fez um aceno ao eleitorado mineiro. Em suas redes, o parlamentar criticou, nesta quinta-feira (8), a decisão do governador Romeu Zema (Novo) em aumentar a segurança do estado paga a ex-governadores de um para dois anos após o término dos mandatos.
A mudança foi feita em decreto, publicado em 31 de dezembro, para reorganizar a estrutura do Gabinete Militar do Governador e rendeu bastante comentários negativos na opinião pública. De acordo com Cleitinho, a proposta vai contra, ao que Zema defende desde que foi eleito pela primeira vez ao Palácio Tiradentes em 2018. “Acho que o Zema, como político e como governador, ele sempre falou que vai combater privilégio. E isso é só mais um privilégio”, disparou o senador.
O parlamentar ainda disse que Zema tem medo do povo e relembrou períodos de campanhas eleitorais. “Quando a gente é político e está em campanha, a gente anda no meio do povo, abraça o povo, e aí depois que vira político tem que ter segurança e depois que não é mais político também tem que ter segurança. Que medo do povo é esse?”, afirmou o senador.
Sem confirmar se irá ou não candidatar-se ao governo de Minas neste ano, o senador indicou que derrubará o decreto em uma eventual vitória no pleito de outubro.
“Quando você faz um bom mandato, um bom trabalho, você não precisa ter medo do povo não, que o povo te respeita. Se caso eu vier a ser candidato a governador e ganhar a eleição, se deixar (sic) eu ser candidato a governador e ganhar a eleição, pode ter certeza que vou derrubar esse decreto”, arrematou Cleitinho.
Mesmo sem se lançar oficialmente ao Palácio Tiradentes, Cleitinho lidera pesquisas ao governo de Minas. O senador já afirmou que só vai dar uma resposta sobre a candidatura em março. Fontes ligadas ao senador, tratam como praticamente certa a candidatura de Cleitinho, enquanto correligionários mantém cautela sobre o futuro do político, que ainda tem mais quatro anos de mandato no Congresso.
