Megaoperação no Rio matou líderes do CV que comandavam crime em Goiás.

Informação confirmada pelo Serviço de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO).

Entre os 117 criminosos mortos na Operação Contenção, da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ), que atingiu o coração do Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, ao menos seis integrantes da facção oriundos de Goiás foram identificados. Todos estavam foragidos da Polícia local, tinham vínculos diretos com o CV no Centro-Oeste e respondiam por crimes graves, como homicídios, tráfico e porte de armas de guerra.

A informação foi confirmada pela Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), após cruzamento de dados com a Polícia Científica do Estado do Rio de Janeiro.

As ligações do Comando Vermelho em Goiás.

De acordo com a SSP-GO, o grupo morto no Rio integrava a estrutura do Comando Vermelho em diversas cidades goianas. Entre os criminosos estavam chefes locais da facção, responsáveis por abastecer o tráfico na região e ordenar mandos de crimes violentos.

• Marcos Vinicius da Silva Lima (Rodinha/Brancão): chefe do CV em Itaberaí. Tinha 11 antecedentes, incluindo tentativas de homicídio, roubos armados, tráfico e adulteração de veículos.

• Eder Alves de Souza (Disquete): atuava em Aparecida de Goiânia. Acumulava 12 registros criminais como corrupção ativa, tráfico e receptação. Estava foragido desde o início de 2025.

Adan Pablo Alves de Oliveira (Madruga): líder do grupo “Bonde do Madruga”, em Trindade. 10 antecedentes por tráfico, homicídio e corrupção de menores.

• Fernando Henrique dos Santos (Fernandinho/Periquito): considerado peça de confiança do CV em Goiás. Tinha 15 processos, entre eles homicídios, extorsão, roubos e porte de fuzil. Rompia tornozeleira com frequência.

• Vanderley Silva Borges (Deley/Cabeção): atuava em Anápolis. Também homicida, com 9 antecedentes, entre eles tortura e organização criminosa.

A morte dos criminosos goianos confirma um fato que está se tornando corriqueiro pelas autoridades do Rio: traficantes de todo o país migram para as comunidades dominadas pelo CV como forma de escapar da Justiça e ascender na hierarquia criminosa.

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Leandro Assis

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