População de rua de BH chega a 15 mil pessoas e vira disputa política entre governos

Capital mineira vive intenso debate sobre como lidar com o drama da população de rua

Belo Horizonte tem mais de 15 mil pessoas em situação de rua e é a terceira capital brasileira com o maior contingente nessa condição. O número foi registrado no fim de 2025 e início de 2026 e mostra um crescimento acelerado e preocupante: a população em situação de rua praticamente dobrou em apenas cinco anos.

Diante dessa realidade multifacetada, que reúne desempregados em busca de oportunidades, dependentes químicos em ciclo de vulnerabilidade e migrantes de outras cidades, a Prefeitura e a Câmara Municipal de Belo Horizonte implementam medidas simultâneas de acolhimento, tratamento e ordenamento urbano, gerando tanto expectativas quanto intensos debates sobre direitos humanos e efetividade das políticas públicas.

Os vereadores aprovaram em segundo turno na última quinta (7) um projeto que permite a retirada de barracas e objetos de moradores de rua. Há políticos mineiros que cobram medidas mais extremas, como a expulsão dessa população. O prefeito de BH, Álvaro Damião (União), disse na última semana que não vai mandar ninguém obrigado de volta às suas cidades e que vai cuidar de quem quiser ficar, mas ao mesmo tempo é acusado por opositores de falar isso, mas aplicar políticas que dificultam a vida dos moradores de rua.

O perfil predominante é de homens (84%), com média de idade de 42,5 anos e tempo médio de permanência nas ruas superior a 10 anos. Esses dados revelam não apenas o volume do problema, mas sua complexidade: muitas pessoas vivem há mais de uma década sem moradia digna, o que agrava problemas de saúde física e mental, dependência química e dificuldade de reinserção social.

Tentativas de resolução por parte da prefeitura

A gestão do prefeito Álvaro Damião tem respondido ao crescimento dos números com ampliação de serviços. Foi inaugurada na última quinta-feira (7/5), a Unidade de Atendimento e Acolhimento ao Migrante, na Rua Espírito Santo, no Centro. O local oferece atendimento imediato, abrigamento temporário (inicialmente 8 vagas, com ampliação prevista para 120) e, principalmente, passagens de ônibus para retorno voluntário à cidade de origem.

Fonte: Site Metrópoles.

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