A redução da criminalidade em Juiz de Fora ganha destaque
e é elogiada por especialistas
A redução da criminalidade em Juiz de Fora, cidade da Zona da Mata de Minas,
que tem quase 600 mil habitantes, chamou a atenção de Rodrigo Pimentel,
ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE)
da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ).
Rodrigo é o autor do livro Elite da Tropa e o principal roteirista e idealizador do filme
Tropa de Elite. A cidade zerou, por três anos, os casos de latrocínios ( roubo seguido de morte).
Em postagem no Instagram, Rodrigo Pimentel destacou a proximidade de Juiz de Fora
com o Rio de Janeiro, Estado que sofre com o avanço de facções e milícias.
“Uma cidade brasileira zerou os latrocínios por 3 anos seguidos.
Não é cidade europeia, não é capital, é Juiz de Fora, a 170 km do Rio. Em 2016, foram 7 roubos seguidos de morte.
Em 2023, 2024 e 2025: zero. Para uma cidade de quase 600 mil habitantes, esse número é mais
difícil de acreditar do que de celebrar”, escreve o ex-capitão, relacionando o número positivo ao trabalho integrado das polícias Militar (PM), Civil e Guarda Municipal, feito com análise de dados e metas compartilhadas.
“Sem fórmula mágica, com método”, ressaltou.
Segundo registros do Painel de Indicadores Estatísticos dos Dados Nacionais de Segurança Pública,
Juiz de Fora zerou os registros de latrocínios em 2023, 2024 e 2025. Além disso,
houve uma diminuição no número de homicídios nos últimos anos.
O coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, comandante da 4ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais (4ª RPM – PMMG),
afirmou que o emprego estratégico da tropa com georreferenciamento e o uso de tecnologia, ajudam a explicar os resultados.
“A gente acredita nesta redução, primeiramente, no esforço da nossa tropa, dos policiais militares que servem no município de Juiz de Fora.
Mas, para além disso, é o emprego racional dos nossos recursos, por meio de estudos de georreferenciamento e com o uso de tecnologia, que tem nos apoiado muito nessa potencialização da prevenção e da repressão qualificada”, destacou.
“No caso específico do latrocínio, que é o roubo seguido de morte, ele é monitorado juntamente com as demais mortes violentas no nosso indicador da nossa gestão do desempenho operacional. E, como nós temos também uma redução expressiva nos números de roubo, consequentemente o latrocínio acaba por reduzir também”, acrescentou.
Fonte: Rádio Itatiaia.
