A sondagem foi feita antes do BC.
No processo de substituição de carteiras podres, o Banco Master ofereceu ao BRB dois fundos de investimento em papéis do tesouro americano situados na Ilha de Jersey, próximo à Inglaterra, e em Nassau, nas Bahamas.
O BRB diligenciou no sentido de fazer uma apuração da consistência desses investimentos durante a gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, e o resultado foi impressionante: não havia ativos nos respectivos fundos.
Na Ilha de Jersey, a decepção foi total. Desde 2023, o suposto fundo já não tinha nenhum recurso em suas contas.Já nas Bahamas, a equipe enviada para avaliar o fundo recebeu a resposta de que não havia papéis do tesouro americano, nem mesmo ações de grandes empresas, não sendo facultado o acesso ao verdadeiro conteúdo.
As informações foram descobertas pouco antes de o Banco Central (BC) barrar a venda do Master para o BRB.
Foram essas mesmas informações que chegaram ao Banco Central (BC), e acabaram deflagrando a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), lançada em 18 de novembro. No mesmo dia, o BC determinou a liquidação do Master.
O valor das carteiras supostamente falsas vendidas pelo Banco Master ao BRB seria de R$ 12,2 bilhões. De acordo com os investigadores da PF, o Master teria usado uma empresa de fachada para captar e revender os papéis, sem desembolsar um só real por eles.
