Cópias clandestinas podem gerar prejuízos de bilhões às marcar originais
Um esquema estruturado, que ia desde a fabricação até a comercialização online de tênis falsificados de grandes marcas internacionais, foi alvo da operação “Replicário”, da Polícia Civil de Minas Gerais. Na última semana, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Ouro Branco e Itaverava, na região Central, e nos municípios de Nova Serrana, Perdigão e Pitangui, na região Centro-Oeste do Estado.
Além da apreensão de 15 mil pares de calçados e de materiais que auxiliarão na investigação, também foi cumprido o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados.
Nesta segunda-feira (6 ), o delegado Anderson Rezende Kopke deu detalhes da apuração durante coletiva de imprensa. Segundo o responsável pela investigação, os levantamentos do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes duraram cerca de dois anos, após o recebimento de uma “notícia crime” enviada pela plataforma Mercado Livre, com apoio da Adidas, apontando vendas em larga escala. O grupo utilizava sites próprios, perfis em redes sociais como o Instagram e grandes plataformas de e-commerce para escoar os produtos. “Cruzamos dados financeiros e identificamos uma estrutura criminosa com uma faixa especializada na produção desses calçados falsificados, no Centro-Oeste de Minas, e, em Ouro Branco, faziam essa comercialização online com os estoques em galpões”, explicou o delegado titular da 3ª Delegacia de Fraudes.
O esquema não lesionava apenas o consumidor, que muitas vezes comprava o produto acreditando ser original, mas também o fisco e a indústria. Marcas como Nike, Adidas, Asics, All Star, Vans, Lacoste e Mizuno estavam entre as replicadas. Estimativas da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Apice) apontam que a falsificação gera um prejuízo anual de R$ 9 bilhões ao setor.
Fonte: Jornal O Tempo.
