Pressão da CPMI do INSS sobre filho, alta de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e revés sobre PL Antifacção ameaça planos de reeleição
De volta a Brasília após viagem à Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou, em poucos dias, uma sequência de fatos políticos que ampliam a pressão sobre o governo em ano eleitoral.
A mais recente ocorreu nessa quinta-feira (26), quando a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, referente ao período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026.
Lulinha teria um suposto vínculo com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A base governista contesta a votação conduzida pelo presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
A sessão foi marcada por tumulto e troca de acusações, já que a deliberação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal de votos. Lula tem evitado falar sobre o caso, que pode ser usado contra ele na campanha presidencial. Na mais recente declaração sobre o tema, em entrevista ao Uol, ele relatou ter dito a Lulinha que, se ele estiver envolvido, “vai pagar o preço”.
Corrida pelo Planalto
Outro fator de preocupação foi a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na quarta-feira (25). O levantamento aponta, pela primeira vez, empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno presidencial.
Segundo a pesquisa, Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% do presidente. Em janeiro, o senador tinha 44,9%, enquanto Lula registrava 49,2%.
Fonte: Site Metrópoles.
