Ainda há alguns impasses entre prefeitura e categoria
A greve dos trabalhadores da educação municipal de Belo Horizonte continua sem acordo entre prefeitura e sindicato.Carol Pascoalini, representante do Sind-REDE/BH questionou declarações da secretária municipal de Educação, Natália Araújo, e afirmou que a paralisação envolve não apenas questões salariais, mas também críticas ao modelo de atendimento da educação inclusiva, falta de professores e condições de trabalho nas escolas da capital.
Segundo Carol, o principal ponto de impasse é a atuação das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) dentro das escolas municipais. O sindicato acusa a prefeitura de transferir atribuições pedagógicas da educação especial para entidades privadas, o que, na avaliação da categoria, representa uma “terceirização” do atendimento.
“O serviço do atendimento educacional especializado não pode ser terceirizado”, afirmou a diretora do Sind-REDE. Ela argumenta que os profissionais concursados da rede deveriam continuar responsáveis pelo planejamento pedagógico de estudantes com deficiência, transtornos e altas habilidades.
Em entrevista a imprensa, Carol explicou que a greve atual envolve servidores concursados, como professores, profissionais das bibliotecas e trabalhadores das secretarias escolares. Ela destacou que a paralisação dos terceirizados ocorreu no início do ano e que o cenário agora é diferente. A dirigente ainda afirmou que há déficit de professores em escolas da capital. Segundo ela, algumas unidades chegaram a registrar falta de até 11 docentes por turno no início do ano.
O sindicato cobra mais transparência da prefeitura sobre a distribuição de profissionais e as vagas disponíveis na rede municipal. A prefeitura de BH pede o retorno dos profissionais às salas de aula enquanto as negociações seguem em andamento.
Fonte: Site Rádio 98 FM.
